BlogAKI

Finaciamento Coletivo

18/04/2012 - 13h00

O crowdfunding é o futuro do Jornalismo?

O crowdfunding – ou conseguir pessoas para financiar ou doar fundos para um projeto, um negócio ou um produto -, não é uma ideia nova. É só lembrar das emissoras públicas de TV e rádio, de campanhas políticas (doação de recursos é mais comum nos EUA), no fundador da Wikipédia pedindo doações, ou até nas […]

O crowdfunding – ou conseguir pessoas para financiar ou doar fundos para um projeto, um negócio ou um produto -, não é uma ideia nova. É só lembrar das emissoras públicas de TV e rádio, de campanhas políticas (doação de recursos é mais comum nos EUA), no fundador da Wikipédia pedindo doações, ou até nas caixinhas de gorjeta. Agora, com as mudanças de cenário na mídia e o desaparecimento das fontes tradicionais de receita, alguns jornalistas e empresários com visão de futuro estão começando a aplicar o conceito de crowdfunding à notícia. Muitos sites estão recebendo contribuições voluntárias e profissionais para produzir as notícias que as pessoas querem ler.

financiamento coletivo no jornalismo

No entanto, há dois problemas resultantes disso: quem vai pagar por isso e quem vai escrever. Os jornalistas profissionais em geral querem ser pagos, e os não-profissionais precisam de incentivos. O desafio é encontrar um modelo sustentável. Os sites têm de se tornar sustentáveis não só para quem os gerencia, mas também para as pessoas que escrevem e geram conteúdo.

Por exemplo, o site de notícias sul-coreano OhMyNews enfrentou, recentemente, um déficit orçamentário e pediu ajuda ao público.  O site precisava cobrir $400 mil, o que seria conseguido com doações mensais de $8 vindas de 100 mil pessoas. Apenas um dia depois de publicar o pedido de contribuição, 1.100 leitores confirmaram a doação, e outros 1.825 fizeram uma promessa.

O Chi-Town Daily News, site de notícias comunitário de Chicago, começou a publicar, ao final de cada notícia, a informação de quanto aquela matéria havia custado ao site, incluindo elaboração de relatórios, redação e edição. E com isso, o jornal pedia doações aos leitores. O editor Geoff Dougherty calcula o “preço” da notícia com base nas despesas do site em um ano fiscal, dividindo este valor pelo número de palavras publicadas durante o ano. Assim, ele obtém o valor médio de cada palavra – $0,67 -, e o custo por palavra é multiplicado pelo número de palavras em cada notícia.

“Estamos trabalhando em direção a uma situação em que temos quatro fontes de receitas mais ou menos iguais – subvenções, contribuições individuais, receitas de publicidade e receitas de consultoria e eventos”, disse Dougherty.

Mas outras maneiras de arrecadar fundos e obter contribuições de leitores têm surgido, como é o caso do Payyattention. Seus usuários pagam alguns centavos por conteúdos específicos. O site exibe um ícone ao final de cada matéria, e se os leitores gostam de uma notícia, eles podem fazer doações e clicar para ver quem mais contribuiu com aquela notícia. A ideia é adicionar um elemento social ao conteúdo financeiro para torná-lo mais divertido.

A principal questão desse assunto é que, em um mundo onde o jornalismo profissional está perdendo espaço para as mídias sociais – como o Twitter -, que divulgam conteúdos muito mais rapidamente do que sites de notícia, estes precisam dar um jeito de sobreviver. O crowdfunding, além de ser uma solução viável, pode ser também a liberdade do jornalista para escrever sobre o que quiser, sem ficar preso a editoriais que precisam preservar a imagem de seus anunciantes.

Fonte: Mashable

COMENTE AKI! (0)

Facebook

Tags

Finaciamento Coletivo

2019 - Começaki   |   Gestão: